Quem vai sobrar? Rede articula vaga ao Senado para Luizianne e amplia tensão na base governista no Ceará
A formação da chapa majoritária para as eleições deste ano no Ceará começa a ganhar contornos mais definidos — e também mais tensos. Em meio às articulações, a Rede Sustentabilidade mantém diálogo com o governador Elmano de Freitas e busca garantir uma das vagas ao Senado para a deputada federal Luizianne Lins.
Com duas cadeiras em disputa, o cenário já conta com nomes considerados competitivos dentro da base governista. Entre eles, destacam-se Júnior Mano, filiado ao PSB e com apoio do senador Cid Gomes, além de Eunício Oliveira, do MDB.
A possível entrada de Luizianne na chapa majoritária tende a provocar rearranjos significativos. Nos bastidores, cresce a avaliação de que a inclusão da ex-prefeita de Fortaleza pode inviabilizar a presença de Eunício Oliveira na disputa ao Senado, especialmente diante da possibilidade de o MDB ser contemplado com a manutenção da atual vice-governadora Jade Romero na composição.
O efeito dominó das negociações também atinge outros nomes da base aliada. O presidente estadual do PSD, Domingos Filho, que manifesta interesse na vaga de vice, e o empresário Chiquinho Feitosa, que também busca espaço na majoritária, acompanham de perto os desdobramentos.
Outro fator que pesa nas articulações é o potencial eleitoral de Luizianne Lins. Mesmo após sua saída do Partido dos Trabalhadores, a parlamentar mantém forte influência política, especialmente em Fortaleza, onde conserva uma base consolidada de aliados. Caso não seja contemplada na chapa governista, a possibilidade de uma candidatura independente é vista como um elemento que pode impactar diretamente o desempenho da base nas urnas.
Enquanto isso, o governador Elmano de Freitas enfrenta o desafio de equilibrar interesses diversos dentro de sua aliança política. Paralelamente, também acompanha as movimentações em torno de uma possível candidatura do ex-ministro Ciro Gomes ao governo estadual — nome que ainda não oficializou pré-candidatura, mas segue no radar das articulações.
Diante desse cenário, a montagem da chapa governista se desenha como um complexo jogo político, no qual a definição dos nomes poderá deixar aliados importantes de fora. A pergunta que permanece nos bastidores é inevitável: afinal, quem vai sobrar?


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