Chagas Vieira é alvo de nota de repúdio aprovada pela Câmara de Juazeiro
Decisão da Câmara amplia desgaste de Chagas Vieira e do governo no Cariri e reforça debate sobre violência política de gênero contra mulheres no exercício do mandato.
A Câmara Municipal de Juazeiro do Norte aprovou, nesta terça-feira (2), uma nota de repúdio contra o ex-secretário-chefe da Casa Civil do Ceará, Chagas Vieira, por suposta prática de violência política de gênero contra a vereadora Auricélia Bezerra (PSB). A proposta recebeu nove votos favoráveis, uma abstenção e um voto contrário durante a sessão legislativa.
A medida foi motivada por declarações feitas por Chagas Vieira em resposta a um episódio envolvendo a parlamentar. Segundo vereadores que defenderam a aprovação da nota, ao afirmar que Auricélia “não estava falando a verdade” sobre o caso, o ex-secretário teria colocado em dúvida a credibilidade da vereadora, atitude considerada pelos parlamentares como um desrespeito ao exercício de seu mandato.
Durante os debates, os defensores da nota de repúdio argumentaram que a declaração equivaleu a chamar a vereadora de mentirosa, configurando, na avaliação deles, um ato de violência política de gênero. O tema gerou ampla discussão entre os vereadores presentes.
A vice-presidente da Câmara Municipal, Pergentina Jardim (Podemos), informou que acionou a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Assembleia Legislativa do Ceará (Alece) para acompanhar o caso e avaliar possíveis desdobramentos.
A vereadora Auricélia Bezerra também se manifestou durante a sessão e voltou a criticar a postura de Chagas Vieira. Em discurso no plenário, a parlamentar afirmou que o ex-secretário não estaria comprometido com a verdade dos fatos.
“Ele não tem caráter porque não está defendendo a verdade. […] Para mim, ele continua sendo um babão”, declarou Auricélia.
O caso amplia o debate sobre violência política de gênero, tema que tem ganhado destaque nos parlamentos brasileiros e que envolve práticas consideradas ofensivas, discriminatórias ou que busquem constranger mulheres no exercício de funções políticas e públicas.
Até o momento, Chagas Vieira não havia se pronunciado sobre a aprovação da nota de repúdio pela Câmara Municipal de Juazeiro do Norte.


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