Vereadora de Fortaleza sofre nova ameaça de morte e cobra autoridades: "Vão esperar que eu morra?"
A vereadora de Fortaleza e pré-candidata a deputada federal Adriana Gerônimo (Psol) informou, no último domingo, 12, ter recebido novas ameaças de morte e estupro. Em publicação nas redes sociais, a parlamentar afirma que recebeu um e-mail com detalhes, incluindo a descrição da arma que seria utilizada e a citação dos endereços de familiares e da residência dela.
Na postagem, Adriana afirmou que as ameaças voltaram a ocorrer e criticou a falta de identificação dos responsáveis. "Aconteceu de novo, hoje recebi mais um e-mail com uma grave ameaça de morte e estupro. Descrevem a arma que usarão e citam endereços de familiares e também o endereço da minha casa", explicou.
A vereadora completou: "Me querem morta e é revoltante que não consigam achar quem tanto deseja me matar. Vão esperar que eu morra pra circularem notas de pesar e exigir justiça?".
Presidente da Câmara manifesta apoio
Após a denúncia, o presidente da Câmara Municipal de Fortaleza, o vereador Leo Couto (PSB), publicou uma nota de solidariedade à parlamentar. Na manifestação, ele defendeu a rápida identificação dos responsáveis e a adoção de medidas para garantir a segurança da vereadora.
"Repudio, com absoluta veemência, as novas ameaças dirigidas à vereadora Adriana Gerônimo, marcadas por ataques homofóbicos, racistas e de violência sexual. Diante da repetição desses crimes, reafirmo meu total apoio à vereadora e cobrarei a rápida identificação e responsabilização dos autores, bem como a adoção de todas as medidas necessárias para garantir sua segurança e o pleno exercício de seu mandato", publicou o vereador nas redes sociais.
Couto destacou ainda que, como presiddente da CMFOR, não aceitará quaisquer formas de violência. "Como presidente da Câmara de Fortaleza, reforço que não aceitaremos qualquer forma de violência, intimidação, discriminação ou discurso de ódio".
Adriana Gerônimo está no segundo mandato como vereadora de Fortaleza. Mulher negra, mãe, LGBT, assistente social e ativista dos direitos humanos, iniciou a trajetória política nos movimentos comunitários da Capital.
Em 2020, foi eleita vereadora em mandato coletivo, o "Nossa Cara". No biênio 2023-2024, presidiu a Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal de Fortaleza. Em 2024, foi reeleita para um mandato individual com 9.091 votos.
O que diz a SSPDS
O POVO entrou em contato com a Secretaria da Segurança Pública do Ceará (SSPDS) para saber que medidas já foram tomadas sobre o caso. Em nota, o órgão informou que a Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) investiga denúncias de ameaças registradas contra a vereadora de Fortaleza e repassou orientações a ela, para seguir com a investigação.
"O caso é acompanhado pela Delegacia de Repressão aos Crimes por Discriminação Racial, Religiosa ou Orientação Sexual (Decrin). A PCCE orientou que a vítima comparecesse à delegacia especializada para repassar novas informações sobre os fatos e subsidiar as investigações", informou a SSPDS.


Paulo Sergio de Carvalho - Quando uma voz se cala, nasce uma lenda: adeus, Cid Carvalho